Ensaios

16/01/2014

Carro do ano: Vencedor é…

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Os melhores carros do ano

A exemplo de anos anteriores também este ano testámos perto de 5 dezenas de automóveis, uma média de quase um por semana. Alguns conviveram connosco os quatro dias da praxe e não deixaram marca, outros serão recordados para sempre.

Citadinos

O primeiro Opel que testámos era esperado por isso mesmo, ser o primeiro da marca alemã a ser testado e saiu pela porta grande, adorámos e ficou na nossa “wish list”. Gostamos de surpresas das boas e foi isso que o Adam foi. Além disso foi emoção vinda do país dos corações gelados e só por isso, merece destaque.

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Segmento B

Neste segmento estivemos divididos entre dois franceses, que neste momento são os melhores deste segmento, o Clio e o 208 (desculpa Fiesta, os anos pesam, apesar do excelente restyling). Mas tinha que dar a vitória a um e a vitória foi para o 208. E porquê? A Renault decidiu inovar no design, criando o primeiro carro realmente bonito em anos. Mas ficou-se por ai e pelo centro multimédia e isso não basta, pelo menos para nós.

Por isso a vitória vai para o 208, inovaram no design, inovaram no posicionamento do volante e no próprio volante e painel de instrumentos. E não contentes, fizeram o carro mais pequeno que o 207, mas mesmo assim, com mais espaço para ocupantes e bagagem.

 

Peugeot_208_e-HDi_FAP_115_Stop_&_Start_Allure_–_Frontansicht,_23._September_2012,_Hilden

 

 

 

 

 

Pequeno SUV

Este ano foi o ano dos pequenos SUV, ao Bizarro Juke que dominava a seu bel-prazer o segmento viu juntar-se o 2008 e o Capture. Mais uma luta entre os construtores franceses. Desta feita leva a melhor a Renault, porque apesar de manter os pecados do Clio (que está na base do crossover), como plásticos de pouca qualidade e pormenores vindos do século passado (como o comando do rádio) é um carro que nos enche as medidas e por isso vence.

Não que o 2008 seja pior, em alguns até é melhor, como a qualidade de construção. Mas a Peugeot mais uma vez errou ao juntar carrinha e crossover. Durante anos cometeu erros semelhantes: os monovolumes ficavam para a Citroen e carrinhas para Peugeot. Agora procura juntar conceitos: erro! E isso custou-lhe a vitória. Uma carrinha é uma carrinha (clio Tourer) um Crossover é um crossover (Captur), Peugeot percebeste?

capture-final-web-image-1363866021

Monovolume Médio

O C4 Picasso é de longe o melhor monovolume do mercado, não há nada no mercado que se iguale. Tem os predicados todos que nos agradam num carro: tem qualidade, tem tecnologia (a consola central é um must com dois enormes LCD) e tem espaço de sobra. Além disso é diferente, é Citroen, ponto final. Mas ao contrário de certos OVNIs vindos de França este agrada e não cansa.

Citroen-C4-Picasso-3

Crossover Médio

Numa altura em que foi substituído, o Qashqai leva a melhor perante em concorrência, o modelo novo não deve dar hipóteses. É incrível como um carro em final de carreira comercial consegue levar a melhor perante a concorrência. Porquê? Não sei, talvez porque tem o chamado “Factor X”.

qashqai

Cabrio do ano

O A5! Claro, o nosso companheiro de verão tinha que ganhar. A concorrência foi séria, deu luta, mas um A5 é um A5. Desculpem carocha e DS3, fica para a próxima. E porque ganhou o A5? Essa pergunta faz-se? Que raios, quem compra um cabrio olha para tudo menos para a razão…

Audi-A5-Cabriolet-2013-03

Desportivo do Ano

Aqui a luta foi dura e tenho que explicar os argumentos. O Golf GTi perde porque não tem travão de mão manual e tem ajudas, demasiadas ajudas, à condução. Um desportivo quer-se puro, sem mariquices…

O Clio RS perde porque tem 5 portas e caixa automática. Que raios, a Renault Sport faz carros tão bons e depois coloca uma caixa EDC num desportivo. Ok, a EDC é a segunda melhor caixa sequencial do mercado atrás da DSG do grupo VAG, mas não chega. E as 5 portas!?!

Portanto a vitória vai para o mito, o regresso do mito: o 208 GTi. Quero lá saber do mundo, estou ao volante de um 208 GTi com o melhor volante possível. Se mudava alguma coisa? Sim! Concerteza, colocava pneus mais largos e de mais baixo perfil e o motor do RCZ –R (algo me diz que vem a caminho).

Mas dos 3 é o único fiel a um hothatch. Onde é que se viu um hot hatch com travão de mão eléctrico ou com caixa sem ser manual e 5 portas?

208_gti_1250x500

Carrinha do ano:

A vitória poderia ter ido para a Auris, a mais avançada tecnologicamente que conduzimos, pois pode ser hibrida (a única do segmento C com essa opção), mas a 508 Sw também o é, mas doutro segmento. Só que o design é demasiado japonês para o meu gosto pessoal. Para quem gosta do design oriental está em casa, não é o meu caso. Mas não é feia, é apenas japonesa. E o tablier? O design exterior aprende-se a gostar, mas o tablier? Já não via um design tão direito desde os anos 80…

Pronto, alivei a consciência. E porque falei da Auris? Porque é a carrinha com mais qualidade que testei, mais do que a vencedora: a Golf Variant. “Spolier alert”, o Golf não vai ganhar o título de carro do ano: mas a Variant ganha este segmento, porque finalmente a VW fez uma golf variant mais bonita e funcional do que o carro. Portanto, eis a carrinha do ano: Golf Variant.

VW-Golf-VII-Variant-01

Carro de Prestigio

Esta escolha foi fácil: Mercedes CLS Shooting Break. Quer pelo design, quer pelo luxo, quer pelos gadgets. É um carro de sonho ao alcance de poucos, foi nosso durante 4 dias e não o queríamos largar. A Mercedes criou um novo segmento com o CLS original e voltou a inovar com a versão shooting break, uma carrinha desportiva. Ninguém diria que por debaixo está um anónimo Classe E.

cls

Carro do ano

Já devem ter reparado que ainda não falámos do segmento C, o mais vendido na Europa. E foi propositado este “esquecimento”: neste ano testámos DS4, Focus, Leon, Golf, A3, i30, Classe A, V40 e 308 (novo e velho).

O Leon esteve quase lá, é ligeiramente melhor que o Golf no design e ligeiramente pior nos materiais escolhidos. E quase tão bom como o A3. O A3 não ganha porque evoluiu tanto como eu: nada! Eu fiquei um ano mais velho, o A3 nem isso. Estou a ser radical, evoluiu em tudo menos no design…

E deixa-nos com o vencedor: o 308. Sim o Peugeot 308 pelo mesmo factor do Adam, a surpresa. A Peugeot habituou-nos a lançar produtos muito similares. Não aprendemos a lição com o 208 e pensávamos que íamos conduzir um 307 parte III (o 308 original não era mais do que um 307 parte II). E como nos enganá-mos, para já a frente era mais discreta que o 208, o que a nosso ver queria dizer que tinham perdido a coragem. E a imprensa especializada dizia que era um “Golf francês”.

Mas eis que entro no carro e nunca mais fui o mesmo, já não acontecia isto há anos. E de repente o design do 208 não me pareceu tão sedutor…

A primeira coisa que reparei nem foi no volante gémeo do 208 (excelente decisão), nem a consola aproximada do condutor (como no 208 mas muito mais bem conseguida), mas sim a sensação que não estamos num monovolume, mas num carro. Algo que não acontecia na Peugeot desde o 206 e levada ao extremo no 307.

E portanto o 308 ganha por isto: numa indústria onde reinam os lugares comuns a Peugeot, apesar de situação económica débil, porque depende demais dos mercados do sul da Europa, arriscou e fez bem: o 308 é realmente um bom carro e só não vai ganhar o troféu de carro internacional do ano por causa do BMW i3. Parece que hoje em dia basta ter um motor eléctrico para ganhar (desde quando o Leaf é melhor que o Giulietta!?!).

peugeot-308-2014-07

Uma palavra final para o grupo PSA: em 10 categorias a PSA ganha 4 (208, C4 Picasso, 208 GTi e 308) e só não ganhou mais porque não arriscou no 2008. Num altura em que o estado actual do grupo poderia fazer supor outra estratégia é de louvar tanta inovação. Por isso, para mim o construtor do ano é o grupo PSA. Actualizando a pontuação: ganhou 5 troféus em 11.






 
 

 

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