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02/11/2016

Mais 500 postos de carregamento público, em Portugal, até ao final de 2017

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Automóveis elétricos com preços ainda mais competitivos. Baterias com autonomia para largas centenas de quilómetros. Uma rede nacional de postos de carregamento rápido. Mitos? A resposta é um rotundo… Não! Esta será a realidade, a muito curto prazo, nas estradas portuguesas. Sim, a revolução da mobilidade elétrica já começou e as novidades sucedem-se a ritmo acelerado!

Esta é mais uma das animadoras conclusões dos especialistas europeus e nacionais que participaram no Fórum Nissan para a Mobilidade Inteligente, que a Nissan Portugal reuniu no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Vida.

Na sessão de abertura, Guillaume Masurel, Diretor-Geral da Nissan em Portugal, sublinhou: “Estamos à beira de um momento de viragem na indústria automóvel. Vão acontecer mais mudanças nos próximos dez anos do que nos últimos cem! Estamos a entrar numa década de rutura que vai pôr em causa as formas tradicionais de fazer as coisas. Vamos encontrar um novo mundo de oportunidades para a indústria, para o consumidor e para o mundo à nossa volta”.

Baterias mais baratas e capazes de durar mais tempo

O primeiro painel do Fórum debruçou-se sobre “Energia Inteligente: Cidades, Legislação e Infraestruturas”. Das várias intervenções, destacou-se um fio condutor: estão a reunidas as condições para que a mobilidade elétrica se instale – de vez!

Até porque, como frisou Gareth Dunsmore, Diretor de Veículos Elétricos da Nissan Europa, algo tem de ser feito para travar a poluição. “Segundo a OMS, todos os anos, mais de 400 mil mortes na Europa são causadas pela poluição. Isto não tem a ver com o aquecimento global, é a poluição local a afetar a nossa saúde e a das nossas crianças. Em Paris, onde vivo, esses picos já impedem as crianças de saírem para o recreio para jogarem futebol. Isto é real e está a acontecer na Europa”.

Os veículos elétricos podem liderar a mudança para um planeta mais sustentável. Como percursora desse movimento na indústria automóvel, a Nissan promete continuar a investir para tornar os veículos elétricos cada vez mais atraentes: “tornando as baterias mais baratas e com mais autonomia, mas também investindo nas redes de carregamento rápido. Uma sociedade com zero emissões é uma realidade possível, pelo que temos de trabalhar juntos para uma mobilidade melhor e mais sustentável no futuro”, sublinhou Gareth Dunsmore.

500 novos postos de carregamento vão dar confiança aos portugueses

Com evidente entusiasmo, José Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, começou a sua intervenção sublinhando que “as novidades sucedem-se a ritmo imparável! Depois do lançamento, em 2009, do projeto-piloto da rede de mobilidade, seguiu-se algum desinvestimento”. Mas a hora é de mudança: “Vamos instalar 500 pontos de carregamento até ao final de 2017, a maior parte semirrápidos. Entretanto já inaugurámos corredores de carregamento rápido, como o que liga a A2 à Via do Infante. Abrimos concurso para mais 14 em cidades portuguesas e esperamos ter, até ao fim do próximo ano, uma rede de 50 pontos de carregamento rápido, o que dará confiança às pessoas”.

O governante aproveitou para informar que o modelo de gestão da rede já está aprovado. Os utilizadores poderão carregar o veículo em pontos de carregamento de operadores diferentes e sintetizar tudo numa fatura mensal. E adiantou uma novidade fiscal: “vai haver um apoio direto para quem comprar um veículo elétrico, num valor que está para ser estabelecido”.

Fundamental é, para José Mendes, que a origem da energia elétrica da rede seja cada vez mais “limpa”. Algo em que Portugal é um exemplo a seguir. “Portugal é o quinto país do mundo em produção de energia renovável per capita. Entre janeiro e julho, 71% da energia produzida foi renovável. Em maio, Portugal teve quatro dias e meio, 107 horas contínuas, em que só usou energia verde, em que não necessitou de recorrer a energias fósseis. Isto mostra que é possível descarbonizar a rede, pelo que a mobilidade elétrica ganha outra dimensão e utilidade pública”.

76% da frota da C.M.do Porto vai ser elétrica

Filipe Araújo, vereador do pelouro da Inovação e Ambiente na Câmara Municipal do Porto, começou por dizer que “as cidades têm um longo caminho a percorrer na eficiência energética, tanto nos edifícios como na iluminação pública”. Mas recordou que “Portugal tem muita sorte por estar na localização geográfica em que está. Temos uma enorme oportunidade e temos de saber aproveitá-la, para nos posicionarmos na vanguarda das energias renováveis”, acrescentou.

O vereador aproveitou para sublinhar que, dentro de um ano, a frota automóvel da Câmara portuense vai ser renovada e que a intenção é que 76% dos 300 veículos passem a ser elétricos: “Nos últimos três anos, 90% das nossas viagens tiveram duração inferior a 100 km. E 97% das vezes, os veículos tiveram uma paragem superior a 8 horas/dia. Portanto, o carregamento elétrico não é um problema”.

Forte investimento na rede de carregamento público

Por seu lado, Alexandre Videira, Presidente da MOBI.e, admitiu: “A nossa rede está em transição, depois de um período de estagnação. Temos 523 pontos de carregamento, dos quais 17 são rápidos. Seis deles foram instalados já este verão, na A2. Temos cerca de 1.300 tomadas de acesso público, cobrimos 57 municípios em Portugal, mas os utilizadores provêm de 198 municípios, dos quais oito são estrangeiros”.

Mas, continuou, “O futuro já é hoje, já está em implementação. Por isso vamos ter mais 124 pontos de carregamento normais e mais 44 pontos de carregamento rápido. Foi lançado um concurso junto das operadoras para instalar 14 pontos de carregamento rápido nas 14 cidades com mais utilização de veículos elétricos; estamos também a trabalhar com os operadores para instalar os restantes pontos de carregamento nas AE, e contamos que esteja concluído até ao final do ano. E vamos atualizar o hardware e software dos pontos de carregamento mais antigos e aumentar a potência nos 100 pontos de carregamento mais utilizados no país”.

“O veículo elétrico deixou de ser visto como um veículo apenas citadino, mas como um veículo que já permite fazer viagens por todo o país”, concluiu o responsável.

Integrar a mobilidade elétrica com o abastecimento tradicional de energia

O painel terminou com a intervenção de Carlos Martins Andrade, responsável pela Investigação e Tecnologia do Grupo Galp, que realçou o histórico do compromisso da empresa com a mobilidade sustentável. “A Galp tem feito um esforço ao longo dos anos por se adaptar ao mercado, compreender as tendências e oferecer um serviço correspondente. O primeiro posto de carregamento rápido na Europa foi instalado em Oeiras. Os nossos postos rápidos estão adaptados a todas as marcas no mercado. Em agosto, foram inaugurados mais seis postos de carregamento rápido, o que significa que é possível ir do Algarve ao Porto carregando os veículos elétricos nos postos da Galp”, enalteceu.

“Vamos continuar a investir e dotar a infraestrutura de equipamentos necessários para estender a mobilidade elétrica a todo o país”, acrescentou, antes de dar uma novidade: “Também como comercializadores de energia elétrica, estamos a preparar uma proposta comercial para integrar a mobilidade elétrica com o abastecimento tradicional de energia”.

A Nissan concebeu o seu programa “Mobilidade Inteligente” como alicerce das decisões críticas que irão guiar a estratégia da empresa no futuro próximo, estabelecendo três eixos de desenvolvimento tecnológico: a forma de alimentação dos automóveis, o modo como os automóveis são conduzidos e a forma como os automóveis se integram na sociedade. Tudo isto mantendo-se focada em criar experiências de condução agradáveis para os seus Clientes.






 
 

 

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