Teste da Semana

12/05/2014

Nissan Qashqai: O regresso do Samurai

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Fazer um teste à nova geração do Qashqai não é fácil, a responsabilidade é muita. Afinal estamos a falar de um carro que no ponto máximo da sua popularidade implicava 9 meses de espera, era como esperar um filho. Pessoalmente apesar de ser um carro atraente por fora, por dentro desiludia.

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E por estas razões esperava com expectativa esta nova versão. Já tinha visto alguns exemplares a circular na estrada e realmente estava mais atraente, apesar de já não ter aquela aura de novidade, ainda era objecto de desejo. E de uma assentada a Nissan agendou-nos dois exemplares, um com o tradicional motor 1.5 Dci de 11ocv, que irá constituir a grande fatia das vendas, e o 1.6 Dci de 130 cv, o melhor motor para este carro. Equipamentos exactamente iguais, ou seja, o nível tekna (já iremos ao detalhe).

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Começámos justamente pelo 1.5 Dci, na sua cor vermelha, a cor que tradicionalmente a Nissan entrega os carros a jornalistas. E se por fora a nossa opinião estava formada, sim era atraente, mas parecido com os muitos que agora povoam a categoria que o Qashqai inaugurou em 2007. Por dentro a história era outra: mais moderno e atraente, finalmente. Isto porque a primeira geração tinha no seu interior o seu calcanhar de Aquiles: era demasiado banal. Algo que nem o sistema 360 (câmaras nos 4 cantos do carro) conseguia disfarçar, só minimizar.

Apesar de os plásticos do tablier já não ser duros, são emborrachados como nós gostamos, existem zonas com plásticos menos nobres, como a zona onde se coloca os copos na consola central e num sitio onde só nós jornalistas vamos mexer: a zona junto ao vidro central onde estão colunas, são demasiados fracos para qualquer carro. E existem pormenores que merecem revisão: os 4 vidros são eléctricos mas só o do condutor é automático, uma moda dos construtores do extremo oriente que não se compreende. Outra função que merecia atenção é o esguicho para lavar o vidro frontal, temos que igualmente accionar o limpa para-brisa, não o faz automaticamente, como todos os carros. E para finalizar, a tradução do computador de bordo merecia melhor, onde se lê “CO2 gravado” deveria estar “CO2 poupado”… “Saved” tem este problema na tradução literal.

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Estes pormenores são regulares em muitas viaturas, que nem sequer mencionamos durante os ensaios, mas o Qashqai merece uma análise mais exaustiva e os leitores pedem uma análise mais atenta.

Mas o computador de bordo está completo e atraente e o ecrã do GPS está maior e com mais definição. Este nível Tekna ainda não inclui o sistema Nissan 360, mas inclui câmara de marcha atrás, travagem de emergência, aviso de transposição involuntária de faixa de rodagem, Bluetooth e GPS. Além de um alçapão na bagagem, com divisórias: as tampas podem servir de divisão entre cargas diferentes. Simples mas funcional.

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Os motores: o 1.5 DCi está disponível a partir de 26 mil euros, o “nosso” custa mais 5 mil euros. Mas por mais 2 mil euros pode adquirir o 1.6 Dci e isso compensa no dia-a-dia. A diferença no preço está no Co2, o 1.5 consegue baixar dos 100g de Co2 (99). E isso é conseguido graças à perca de vivacidade do bloco antes das 2 mil rotações. Já o 1.6 também tem esse poço, mas consegue sair de lá com mais facilidade.

Em termos de equipamento as duas versões são absolutamente iguais. A única coisa que difere e isso transforma o carácter do Qashqai, é o motor. Os consumos também são superiores em meio litro aos cem em favor da menor cilindrada. Para uma utilização normal e para a a maioria do comum dos mortais o 1.5 cumpre perfeitamente o que se lhe pede. Para os mais exigentes, os 1.6 é imprescindível.

Resumindo: O Qashqai cresceu, está melhor e continua a ser o alvo a abater. Se a 1ª geração esteve 7 anos no poder, esse lugar continua a pertencer à segunda geração, embora não tenha a tarefa facilitada pela concorrência.






 
 

 

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